O apresentador Ratinho continua no centro do furacão duas semanas após fazer discurso transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), por quem foi acionado no Ministério Público Federal. O comunicador corre o risco de sair do ar por 30 dias e ter que pagar multa, assim como o SBT, que em nota oficial deu o assunto como encerrado, dias depois.
Criticado por Bruna Marquezine por conta do ataque à deputada, Ratinho afirmou, no último final de semana, que Erika é "malcriada". Essa polêmica é mais uma na carreira de Carlos Roberto Massa desde sua estreia na TV, nos anos 1990, e se junta à acusação de racismo contra bailarina e um envolvimento controverso na cobertura do sequestro de Welington Camargo, irmão de Zezé Di Camargo e Luciano, no final daquela década.
O que poucos lembram é que em novembro de 1999, Ratinho foi condenado por injúria e difamação contra um urologista após decisão da 9ª Vara Criminal de Curitiba (PR). Entenda abaixo!
Em 17 de novembro de 1999, a "Folha de S.Paulo" informava que Ratinho havia sido condenado a sete meses de detenção em regime aberto. O apresentador teria que pagar multa de dois salários mínimos (R$ 136 cada, valor da época) e prestar serviços comunitários em decisão da qual ele podia recorrer.
Três anos antes, em outubro de 1996, o programa "190 Urgente" (CNT) acusou um médico de ter retirado um rim de uma pessoa para implantar em outra no Hospital Leão 13, em São Paulo. Acontece que a instituição afirmou que nenhum transplante daquele órgão foi realizado naquele ano e tampouco entre 1981 e 1999.
Já a pessoa que teria tido o rim retirado não havia sido internada no hospital até aquela data. "Após a reportagem, Ratinho referiu-se ao médico como 'diabo de branco' e disse que pertenceria à 'máfia de branco'", disse o jornal. Então advogado do apresentador afirmou que Ratinho "não era responsável pelas reportagens exibidas" e sim Maurício Cavalcante, diretor da atração policial.